O governo federal estimou uma receita total de R$ 3,24 trilhões em 2026, montante que representa 23,7% do Produto Interno Bruto brasileiro e que marca um novo recorde na série histórica de trinta anos da Secretaria do Tesouro Nacional.
O anúncio ocorreu nesta semana com o envio da proposta de orçamento para o ano de 2027 ao Congresso Nacional, documento que projeta um superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas para o próximo período, enquanto a área econômica antecipa uma leve retração na arrecadação total para 23,4% do PIB, o equivalente a R$ 3,46 trilhões.
A marca superará o recorde anterior estabelecido em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando a proporção atingiu 23,6% do PIB.Enquanto a média dos últimos vinte e nove anos, contabilizada entre 1997 e 2025, ficou fixada em 21,4% do PIB conforme os registros do Tesouro Nacional, o indicador abrange tanto a arrecadação de tributos federais quanto outras entradas financeiras, a exemplo de royalties, concessões e dividendos, desconsiderando as esferas estaduais e municipais e diferenciando-se, portanto, da carga tributária total do país, que alcançou 32,1% do PIB em 2024 de acordo com a Secretaria da Receita Federal, com os dados referentes a 2025 ainda pendentes de divulgação oficial.Por Fernanda Mamona /

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