Iniciativa reúne agentes de 12 municípios do Recôncavo para capacitação e ações com estudantes.Foto: Itajay Junior / Rádio Andaiá
A Polícia Rodoviária Federal realizou, na manhã desta sexta-feira (24), a “Ação Multiplica” para capacitar e nivelar o conhecimento, compartilhar metodologias e experiências com guardas municipais, agentes de trânsito e educadores de outros 12 municípios do Recôncavo Baiano, para estudantes de escolas de Santo Antônio de Jesus. O objetivo da ação, segundo a inspetora Virginia Velame, é multiplicar o conhecimento e alcançar um trânsito mais seguro na região.
Essa ação marca mais uma etapa da inauguração da 11ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal como um polo irradiador de políticas públicas voltadas para a segurança no trânsito. Segundo a inspetora, essa ação é a 3ª na Bahia realizada em Santo Antônio de Jesus. “Essa ação é a terceira edição aqui na Bahia. Nós fizemos outras duas edições e esta, em Santo Antônio de Jesus, é justamente para conseguirmos alcançar a região do Recôncavo e partilharmos essas metodologias.”
Virginia Velame detalhou como funciona a mudança de posto da PRF para Delegacia. Ela disse que agora a delegacia passa a atuar com um olhar mais direcionado para a região e atendimento individualizado, tirando Santo Antônio de Jesus da responsabilidade de Simões Filho e trazendo para a própria cidade com trabalho administrativo e operacional.“O importante é que toda a sociedade entenda o que muda quando o posto de Santo Antônio de Jesus vira uma delegacia. Ela passa a figurar dentro do planejamento regional de forma isolada, com um olhar mais direcionado para a região. Antes, Santo Antônio de Jesus fazia parte da delegacia de Simões Filho, e essa distância dificultava individualizarmos o atendimento. A região precisa de um atendimento personalizado, que traga as dificuldades, os principais comportamentos críticos e os acidentes que acontecem aqui. Agora, com essa delegacia, conseguimos atuar de forma mais direcionada nos problemas locais e, com isso, alcançamos resultados mais positivos”, afirmou.
A inspetora da Polícia Rodoviária Federal registrou ainda que os casos mais frequentes são de motociclistas pilotando sem habilitação, capacete e outros equipamentos obrigatórios e que isso, segundo Virginia Velame, é um problema que precisa ser encarado com “seriedade maior” por causa dos riscos de acidentes com lesões graves.
“Aqui costumamos dizer que temos uma gama de atividades para executar, mas hoje o que realmente salta aos olhos é a situação das motocicletas. A motocicleta é o nosso principal problema atual: desde a direção sem habilitação, sem capacete ou sem os equipamentos obrigatórios, até o desrespeito às normas de segurança. Nos finais de semana, dentro das cidades, verificamos a questão do pessoal ‘fazendo grau’. Tudo o que está ligado às motocicletas é um problema que encaramos com uma seriedade maior. Por quê? Porque o motociclista está mais propenso a sofrer lesões graves e até vir a óbito no trânsito. É um desafio que enfrentamos e para o qual temos direcionado nossos esforços”, enfatizou.
Por Kaylan Anibal /
Matéria feita por Kaylan Anibal
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