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Governo avalia aumentar mistura de etanol na gasolina para 32%

 

Medida será analisada em maio e pode diminuir dependência externa de combustível no país.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou nesta sexta-feira que o governo deve aprovar o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A proposta será analisada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética, prevista para o início de maio, como parte da estratégia para reduzir a dependência de combustíveis importados.

Segundo Silveira, a medida pode levar o país a zerar as importações de gasolina, colocando o Brasil em condição de autossuficiência no abastecimento. A estimativa do Ministério de Minas e Energia aponta redução de cerca de 500 milhões de litros por mês na necessidade de compras externas.

O CNPE, formado por ministros do governo, vai avaliar a proposta. De acordo com o ministro, a ampliação da mistura tem base em testes técnicos realizados durante a adoção do E30, em 2025, que comprovaram a viabilidade. Ele também relacionou a iniciativa ao cenário internacional e à necessidade de reforçar a segurança energética.“Vamos submeter ao CNPE o E32, elevando o teor de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, percentual que já tivemos os testes aprovados quando adotamos o E30. É uma nova economia gerando emprego e renda. É a revolução energética que o presidente Lula se comprometeu a fazer com o Brasil e está entregando com louvor, revigorando a economia nacional. E nós nos tornaremos autossuficientes em gasolina. Absurdamente, o governo anterior vendeu refinarias. No momento de guerra como esse a gente vê a importância da segurança do suprimento”, disse.

A proposta terá caráter temporário, com validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período, caso seja aprovada. O governo avalia que a medida também pode melhorar a logística do setor ao liberar estruturas hoje usadas para importação de gasolina, abrindo espaço para ampliar a eficiência no transporte de outros combustíveis, como o diesel.

A iniciativa integra ações do Ministério de Minas e Energia voltadas à segurança energética no curto prazo e ao abastecimento no país.

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