Moeda norte-americana atinge menor patamar em dois anos, enquanto Bolsa brasileira avança impulsionada por fluxo estrangeiro
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar passou a ser negociado abaixo de R$ 5 no início da tarde desta segunda-feira (13), marcando o menor nível em cerca de dois anos. Por volta das 15h10, a moeda norte-americana recuava 0,36% frente ao real, cotada a R$ 4,994. No mesmo horário, o Ibovespa avançava e renovava sua máxima intradiária histórica.

A queda da divisa reverteu a alta registrada no período da manhã e mantém a sequência recente de desvalorização. Caso o movimento se sustente até o fechamento, será a primeira vez que o dólar encerra abaixo de R$ 5 desde 27 de março de 2024. Na semana passada, a moeda acumulou recuo de 2,87% e, no ano, já registra queda de 8,7%.

No cenário doméstico, o mercado financeiro também revisou para baixo a projeção do dólar ao fim de 2026, passando de R$ 5,40 para R$ 5,37, segundo estimativas de analistas consultados pelo Banco Central. Para 2027, a expectativa caiu para R$ 5,40.Apesar do alívio cambial, as projeções de inflação seguem em alta. A estimativa para o IPCA deste ano subiu de 4,36% para 4,71%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

No mercado acionário, o Ibovespa engatou a décima alta consecutiva e chegou a 197.946 pontos, aproximando-se da marca simbólica dos 200 mil pontos. O desempenho é impulsionado, principalmente, pela entrada de capital estrangeiro, que já soma cerca de R$ 65 bilhões em 2026.

A valorização das ações do setor de petróleo também ajudou a sustentar o índice, em meio às incertezas no cenário internacional. Papéis da Petrobras e da PRIO registraram alta durante o pregão, acompanhando a elevação dos preços do petróleo.

No exterior, os mercados reagiram às tensões geopolíticas no Oriente Médio. As negociações entre Estados Unidos e Irã terminaram sem acordo, aumentando as preocupações com o fornecimento global de petróleo. O barril do tipo Brent voltou a superar os US$ 100.

Apesar disso, declarações do presidente Donald Trump sinalizando abertura para novas negociações ajudaram a melhorar o humor dos investidores, contribuindo para a queda do dólar e a alta das bolsas.

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