Medida anunciada pelo Ministério da Saúde integra plano nacional de enfrentamento ao feminicídio e prevê ampliação da estrutura odontológica em todo o país.Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Mulheres vítimas de violência passarão a ter acesso à reconstrução dentária gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo tratamento odontológico completo. A iniciativa foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Saúde e faz parte de um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento do feminicídio no Brasil.
O programa prevê a oferta de diversos procedimentos odontológicos, como próteses, implantes, restaurações e outros tratamentos necessários para a recuperação bucal das pacientes atendidas pela rede pública de saúde.
Para ampliar a capacidade de atendimento, o ministério informou que haverá reforço tecnológico nas unidades móveis de odontologia, com 500 impressoras 3D e scanners que serão utilizados na produção de próteses e na realização de procedimentos especializados.
A estrutura também será ampliada com novos veículos odontológicos. Segundo a pasta, 400 unidades móveis foram distribuídas em 2025, e a previsão é de que outras 800 entrem em circulação até o final deste ano, fortalecendo o atendimento em diferentes regiões do país.
Durante o anúncio da medida, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da participação da sociedade no combate à violência contra as mulheres.
“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, a gente não vai ganhar essa batalha. As mulheres já lutam por isso há muitos anos, há décadas. Está na hora dos homens entrarem com mais força nessa luta. E a gente, que é da área da saúde, mais ainda”, afirmou.
Ainda dentro das ações voltadas ao combate ao feminicídio, o Ministério da Saúde informou que solicitou à Organização Mundial da Saúde a inclusão da categoria Feminicídio na Classificação Internacional de Doenças. A proposta busca dar maior visibilidade às mortes de mulheres motivadas por desigualdade de gênero, que atualmente são registradas de forma genérica como agressão.
Segundo o governo federal, a mudança permitirá melhor monitoramento e elaboração de políticas públicas voltadas à prevenção da violência contra as mulheres.
Por Lala /
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