Representante afirma que processo de regularização do Campo do Governo está em andamento há mais de 12 anos e garante que ONG Amo Animais continuará no local.
Mila Vanderlei disse, em entrevista à Rádio Andaiá e ao Blog do Valente nesta sexta-feira (06), que não há intenção de retirar a ONG Amo Animais da área do Campo do Governo e que o objetivo do processo em andamento com o Grupo Ambientalista da Bahia (GANA) é apenas regularizar o uso do terreno, ocupado há mais de 20 anos.
Ela explicou que o pedido de regularização da área tramita há mais de 12 anos e começou antes mesmo de a Amo Animais ocupar o espaço onde atualmente fica o abrigo de animais, em Santo Antônio de Jesus.
Segundo a representante, o grupo solicitou a regularização principalmente por dois motivos. O primeiro é a dificuldade de conseguir investimentos para melhorias na infraestrutura por não possuir a posse ou autorização formal do terreno. O segundo motivo é a pressão de interesses sobre a área, considerada valorizada por ser pública e estar localizada em uma região central da cidade.
Uma reunião foi realizada na quinta-feira (05) com a participação do Ministério Público (MP), Defensoria Pública, prefeitura e representantes da ONG e do GANA. Segundo Mila Vanderlei, o encontro terminou com um acordo para buscar melhorias tanto para o grupo ambiental quanto para a Amo Animais.
Após a reunião, representantes das instituições visitaram o local para avaliar a área onde poderá ser construída uma futura sede mais adequada para a ONG de proteção animal, ainda dentro do espaço do Campo do Governo. A intenção é que o novo espaço atenda às normas sanitárias e ofereça melhores condições para os animais acolhidos.
Atualmente, o abrigo da Amo Animais mantém centenas de animais resgatados. A representante destacou que, sem o trabalho da entidade, muitos desses animais estariam nas ruas.
“Imagine todos aqueles animais soltos nas ruas, sofrendo ou morrendo. Eles precisam de ajuda e de doações”, afirmou.
Durante a entrevista, Mila Vanderlei também destacou que as duas instituições atuam de forma voluntária e enfrentam dificuldades financeiras e de estrutura. A representante também informou que a organização não recebe emendas parlamentares por decisão interna do grupo, apesar de ter possibilidade legal para isso.
Segundo ela, os recursos que já ajudaram a financiar atividades da entidade vieram, em parte, de projetos apoiados pelo Ministério Público e, mais recentemente, de um convênio com o Fundo Municipal de Meio Ambiente.
De acordo com a ONG Amo Animais, o processo de regularização do terreno ainda está em tramitação e nenhuma mudança ocorrerá até que todas as decisões sejam tomadas em conjunto entre as instituições e o poder público.
Por Kaylan Anibal /
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