Alta do petróleo e do dólar após tensões na região e fechamento do Estreito de Ormuz pode provocar aumento de até R$ 0,80 nos combustíveis nas distribuidoras.Foto: Divulgação
A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz já começaram a produzir reflexos no mercado financeiro internacional nesta segunda-feira (2). Como consequência, o dólar ultrapassou R$ 5,15, enquanto o preço do petróleo disparou, com o barril do tipo Brent registrando alta superior a 7,5% e se aproximando de US$ 80.
Esse movimento, inicialmente observado no mercado global, tende a chegar rapidamente ao bolso dos brasileiros. Isso porque, com o petróleo e o dólar em alta, cresce a expectativa de reajustes nos combustíveis e na energia, o que pode gerar impactos indiretos no transporte, na indústria e no agronegócio.
A partir desta semana, aumentos significativos poderão ser registrados nas distribuidoras, o que deve resultar em repasses aos postos de combustíveis e, consequentemente, aos consumidores. De acordo com projeções do setor, os preços da gasolina e do diesel podem subir mais de R$ 0,80 nas distribuidoras estaduais.
Esse cenário é explicado pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela alta do dólar, fatores que influenciam diretamente os custos de importação e refino de combustíveis no Brasil.
Atualmente, em Salvador, o preço médio da gasolina comum é encontrado em torno de R$ 6,34, enquanto o diesel S10 gira próximo de R$ 6,09. No entanto, caso as projeções se confirmem, a gasolina poderá ultrapassar a marca de R$ 7,00 por litro em diversos postos da Bahia.
Além disso, o diesel também deverá sofrer impacto relevante. As estimativas indicam que o combustível poderá chegar a aproximadamente R$ 6,89 nas bombas, o que tende a elevar os custos do transporte de cargas. Como consequência, um efeito em cadeia poderá ser observado no preço de alimentos e produtos básicos, já que o frete representa parte importante da logística de distribuição.
Especialistas do setor energético alertam que, embora a Petrobras ainda esteja avaliando o cenário internacional, a defasagem entre os preços praticados no Brasil e os valores do mercado global já pressiona por novos reajustes.
Diante desse cenário, motoristas e consumidores têm sido orientados a monitorar aplicativos de comparação de preços e antecipar o abastecimento, uma vez que os novos valores devem começar a ser consolidados nos postos ao longo dos próximos dias.
Por Ana Almeida /
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