A Operação Help Desk cumpriu mandados em Salvador e Feira de Santana para apurar irregularidades em serviços de software e suporte técnico que não teriam sido prestados.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (8), a Operação Help Desk para investigar indícios de fraude em contratos de tecnologia nos municípios de Salvador e Feira de Santana. A ação, conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), apura a atuação de uma empresa suspeita de receber pagamentos por serviços não executados. Ao todo, 48 policiais civis cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais, visando identificar o destino de recursos públicos que somam aproximadamente R$ 9,6 milhões.
Segundo informações da Polícia Civil, as investigações começaram após órgãos de controle interno da própria instituição identificarem inconsistências na execução de dois contratos firmados com a empresa investigada. O primeiro contrato, com foco no desenvolvimento de software, possuía valor estimado em R$ 3 milhões, enquanto o segundo, voltado para suporte técnico, alcançava R$ 6,6 milhões. De acordo com o Draco, embora a empresa tenha recebido pagamentos parciais, os serviços previstos nas licitações não foram efetivamente prestados.
As buscas em Salvador ocorreram nos bairros Horto Florestal, Pituba, Candeal, Cidade Jardim e Patamares. Em Feira de Santana, os agentes atuaram no bairro Lagoa Grande. No total, a operação mira nove pessoas físicas e uma pessoa jurídica. Assim que as suspeitas foram confirmadas pelas auditorias internas, os pagamentos foram suspensos e a Justiça autorizou o bloqueio das contas bancárias de todos os investigados para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos.
Durante a diligência, foram apreendidos documentos, computadores, aparelhos celulares e uma central de backup. O material passará por perícia para auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos e no esclarecimento da dinâmica das irregularidades. As investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração dos fatos relativos aos contratos de tecnologia.
Por Kaylan Anibal /
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