Inquéritos apuram irregularidades em verbas de gabinete, emendas parlamentares e descontos indevidos em benefícios previdenciários.Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
Investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) colocam pelo menos 21 deputados federais e senadores sob apuração por suspeitas de desvios de verbas de gabinete, irregularidades em emendas parlamentares e fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os inquéritos estão em diferentes estágios e incluem procedimentos sigilosos.
Segundo levantamento do jornal O GLOBO, entre os casos em andamento estão os dos deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). Ambos foram alvos de mandados de busca e apreensão na Operação Galho Fraco, que apura suspeitas de desvios de cotas parlamentares por meio de contratos fictícios de aluguel de veículos. Os parlamentares negam as acusações, e Jordy classificou a ação como “perseguição à oposição”. O ministro Flávio Dino, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra de sigilos para aprofundar as investigações.
Outros inquéritos apuram fraudes no INSS, incluindo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. De acordo com as investigações, os esquemas teriam ramificações que alcançam parlamentares de diferentes partidos.
Há ainda apurações relacionadas ao chamado “orçamento secreto” e a suspeitas de desvios em emendas parlamentares, o que ampliou o foco das autoridades sobre a destinação e a execução de recursos públicos.
Especialistas ouvidos pelo levantamento apontam que o número de parlamentares investigados pode ser maior, em razão da existência de inquéritos sob sigilo. Entre os nomes citados em apurações está o do senador Flávio Bolsonaro, em investigações em andamento relacionadas a outros casos.
Por Kaylan Anibal /
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