Genival Deolino defende limite financeiro e aposta em patrocínios para manter festa competitivaImagem: reprodução
O prefeito de Santo Antônio de Jesus, Genival Deolino (PSDB), afirmou que o município não pretende ultrapassar os valores pagos em anos anteriores com cachês de atrações do São João, mesmo diante da alta nos preços cobrados por artistas. A declaração foi dada em entrevista ao Blog do Valente, ao comentar debates realizados nesta semana em Brasília com outros prefeitos sobre os custos das festas juninas.
Segundo o gestor, a administração municipal reconhece a importância cultural, econômica e turística do São João para a cidade, mas reforça que a festa precisa ser realizada dentro de um limite financeiro responsável. “Queremos dar continuidade a esse grande sonho, mas por um preço justo, para não onerar tanto o município”, destacou.
Genival explicou que a prefeitura realiza pesquisas anuais para identificar o perfil do público presente no circuito da festa. No último levantamento, 62% dos participantes eram visitantes de outras cidades, enquanto 38% eram moradores de Santo Antônio de Jesus, o que, segundo ele, reforça o impacto regional do evento e a necessidade de manter a competitividade turística.
Para equilibrar as contas, o prefeito afirmou que a estratégia passa pelo fortalecimento de parcerias. Em 2024, o município arrecadou mais de R$ 4 milhões em patrocínios, e a meta para este ano é ampliar esse valor, reduzindo a participação direta dos cofres públicos nos custos da festa. “Não queremos reduzir a festa, mas pagar um preço justo pelos artistas”, pontuou.
Questionado sobre a possibilidade de estabelecer um teto máximo para os cachês, Genival disse que a orientação é não ultrapassar o valor total pago no ano anterior, admitindo apenas correções pontuais. “Alguns artistas se valorizam, outros perdem valor. O importante é que, na média, não se ultrapasse o que já foi pago”, explicou.
O prefeito também reafirmou que não considera viável o pagamento de cachês acima de R$ 1 milhão por atração. Ele citou como exemplo uma proposta antiga de ajuda financeira para contratar um artista nacional por mais de R$ 1 milhão, que foi recusada. “Esse valor é muito alto para uma apresentação de uma hora e meia ou duas horas. Muitos artistas ainda se apresentam em outras cidades na mesma noite”, argumentou.
Por Ana Almeida /
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