Imagem de Peter Kraayvanger por PixabayPesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, desenvolveram um método rápido e de baixo custo para identificar adulterações em bebidas destiladas, incluindo a presença de metanol — substância altamente tóxica e que tem causado surtos de intoxicação no país.
O equipamento utiliza luz infravermelha, capaz de atravessar garrafas lacradas, provocando a agitação das moléculas do líquido. Em seguida, um software interpreta os dados e aponta alterações na composição original da bebida, seja pela adição de água para render o produto, seja pela presença de substâncias indevidas como o metanol.
Além da aplicação em laboratórios, os pesquisadores acreditam que a tecnologia poderá ser usada por órgãos de fiscalização. Para ampliar o alcance, a equipe também desenvolve um mecanismo prático para consumidores: um canudo que muda de cor ao entrar em contato com metanol.
‘A gente está desenvolvendo uma solução em que vai ter um canudo impregnado com a substância química, que ao contato com o metanol, ela vai mudar de cor. Isso vai fazer com que o usuário também tenha uma segurança de, quando estiver consumindo a bebida, de que a bebida não tem o teor de metanol, afirmou Nadja Oliveira, pró-reitora de pós-graduação da UEPB.
Edição: Tribuna do Recôncavo | Informações: Jornal Nacional e Bahia Noticias.3 de outubro de 2025 | Brasil |
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