evantamento aponta que 70% dos diagnósticos nessa faixa etária ocorrem nos estágios 3 ou 4; crescimento de casos entre mulheres mais jovens também chama atenção para os impactos do tratamento.Imagem: reprodução
Sete em cada dez mulheres de 20 a 29 anos diagnosticadas com câncer de mama recebem o diagnóstico quando a doença já está nos estágios 3 ou 4, considerados os mais avançados. Os dados fazem parte do Panorama da Atenção ao Câncer de Mama no Sistema Único de Saúde (SUS), divulgado nesta quinta-feira (1º), que analisou informações do Ministério da Saúde entre 2015 e 2025.
O câncer de mama continua sendo o tumor mais incidente entre as mulheres brasileiras. De acordo com a publicação “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil”, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são projetados 78.610 novos casos por ano no país, número que corresponde a 30% de todos os diagnósticos de câncer entre mulheres. No Nordeste, onde a doença também lidera a incidência feminina, o risco estimado é de 58,02 casos a cada 100 mil mulheres.
O levantamento mostra ainda que os diagnósticos em estágio avançado são mais frequentes entre as mulheres jovens. Na faixa de 30 a 39 anos, 62,7% dos casos foram identificados nos estágios 3 ou 4. Entre 40 e 49 anos, o índice foi de 54,6%, enquanto entre mulheres de 50 a 69 anos chegou a 47,9%. Considerando todas as idades, metade dos diagnósticos registrados em 2025 ocorreu em fases avançadas. A proporção aumentou durante a pandemia e não apresentou redução posteriormente.
Embora a maior parte dos casos ainda seja registrada após os 50 anos, o crescimento da doença entre mulheres abaixo dos 40 anos também chama atenção para os impactos do tratamento. Nessa faixa etária, muitas pacientes ainda não tiveram filhos ou não concluíram o planejamento familiar, e procedimentos como quimioterapia e outros tratamentos podem afetar a fertilidade. Como o rastreamento de rotina não é indicado para mulheres mais jovens devido à menor frequência da doença, os tumores podem ser identificados após o surgimento de sintomas, reforçando a importância da atenção aos sinais e da avaliação médica diante de alterações suspeitas.Por Ana Almeida /
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