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Anvisa autoriza testes em humanos da primeira vacina brasileira contra malária vivax


 Sede da Anvisa, em Brasília | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos da Vivaxin, vacina contra a malária causada pelo parasita Plasmodium vivax. O imunizante é desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e é apontado pelo Ministério da Saúde como o primeiro do mundo voltado especificamente contra essa espécie do parasita.

A malária vivax é responsável pela maioria dos casos registrados no Brasil. Em 2025, o país contabilizou 118.037 ocorrências da doença, segundo os dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A fase 1 dos ensaios clínicos vai avaliar a segurança da Vivaxin e sua capacidade de estimular uma resposta imunológica. O estudo contará com 48 voluntários de 18 a 59 anos, sem histórico de infecção pelo parasita, que serão acompanhados durante 360 dias.
O Ministério da Saúde prevê investir R$ 12 milhões nas três fases dos ensaios clínicos, necessárias para avaliar a segurança e a eficácia do imunizante.Vacinas disponíveis são voltadas a outra espécie do parasita

Atualmente, existem duas vacinas contra a malária, ambas desenvolvidas para proteger contra o Plasmodium falciparum, espécie predominante na África. Já o Plasmodium vivax é mais comum nas Américas e na Ásia.

O projeto foi apresentado no sábado (10) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita ao CTVacinas, que integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas).

“O início do estudo clínico desta vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença”, afirmou o ministro.

Centro desenvolve outros imunizantes e testes

Além da Vivaxin, o CTVacinas trabalha em projetos voltados ao desenvolvimento de uma vacina terapêutica contra a doença de Chagas, um imunizante contra a Mpox, uma vacina nasal contra a Covid-19 e testes rápidos para diagnóstico.

O Ministério da Saúde também prevê destinar R$ 161,5 milhões a projetos de vacinas e testes inovadores conduzidos pelo centro ou desenvolvidos em parceria com a unidade.Por /

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