Foto: Tânia Rêgo/ Agência BrasilA vacinação não deve ser interrompida após a infância. Adultos, gestantes e idosos também precisam acompanhar a carteira de vacinação e manter doses e reforços atualizados de acordo com a idade, histórico vacinal e condições de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza atualmente 31 vacinas para diferentes fases da vida e grupos específicos.
De acordo com a infectologista Tassiana Galvão, da Santa Casa de São Roque, entre os motivos que levam adultos a deixar a vacinação de lado estão a rotina corrida, a perda da carteira e a falsa impressão de que a proteção recebida na infância é suficiente.
“Existe a falsa percepção de que, após a infância, a pessoa já está protegida ou não precisa mais receber doses”, explica a médica.
Quais vacinas devem ser acompanhadas?
As recomendações variam conforme a idade e o histórico de cada pessoa. Entre os imunizantes que podem fazer parte da atualização estão vacinas contra hepatite B, difteria, tétano, febre amarela e tríplice viral, além de outros imunizantes indicados para grupos específicos.
Para adolescentes e jovens, é importante verificar a situação vacinal, incluindo HPV, hepatite B, febre amarela e meningocócicas, além de doses que eventualmente estejam atrasadas.
Entre 25 e 59 anos, o calendário prevê, conforme o histórico vacinal, a atualização de vacinas contra hepatite B, difteria e tétano, febre amarela e tríplice viral.
A vacina dupla adulto (dT), contra difteria e tétano, exige reforços periódicos. Para quem completou o esquema básico, o calendário de 2026 prevê reforço aos 34 anos e, posteriormente, a cada dez anos, com antecipação para cinco anos em situações de risco.
Gestantes precisam de atenção especial
A vacinação deve ser avaliada durante o pré-natal. O calendário de 2026 inclui, entre outros imunizantes, hepatite B, difteria e tétano, influenza e covid-19, além da dTpa a partir da 20ª semana de gestação, em cada gravidez.
A vacina contra o vírus sincicial respiratório está indicada a partir da 28ª semana de gestação, conforme o calendário informado pelo Ministério da Saúde.
Vacinação após os 60 anos
Para pessoas com 60 anos ou mais, o calendário inclui a vacinação anual contra influenza e doses de covid-19 a cada seis meses, além da atualização de outros imunizantes conforme o histórico e as condições de cada pessoa.
Segundo a infectologista, manter a vacinação em dia nessa fase ajuda a reduzir o risco de complicações e hospitalizações provocadas por algumas infecções.
Casos de sarampo reforçam importância da vacinação
A manutenção da cobertura vacinal também é importante para evitar a circulação de doenças que já estiveram controladas no país.
Segundo dados do Ministério da Saúde citados no material, o Brasil registrou 38 casos de sarampo em 2025. Em 2026, até a 37ª semana epidemiológica, foram confirmados 33 casos, sendo 32 em São Paulo e um no Rio de Janeiro.
No Tocantins, um surto registrado em 2025 teve 25 casos. De acordo com o Ministério da Saúde, 84% ocorreram em uma comunidade com baixa cobertura vacinal.
Como atualizar a carteira de vacinação?
Quem não sabe se está com as vacinas em dia deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou outro serviço de vacinação e apresentar os registros disponíveis.
Mesmo sem a carteira completa, a orientação é buscar avaliação profissional. A ausência do documento não significa necessariamente que seja preciso reiniciar todo o esquema vacinal.
As vacinas previstas pelo PNI são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme os critérios de cada imunizante.
Com informações do CEJAM. Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.15 de setembro de 2026 | ARTIGOS |
0 Comentários