Moinhos e padarias estão absorvendo parte da alta dos custos para evitar reajustes maiores ao consumidor, mas novos aumentos podem ocorrer nos próximos meses
Imagem: reprodução O aumento do preço do trigo tem pressionado moinhos e padarias e pode provocar novos reajustes no valor do pão. Segundo representantes do setor, parte da alta dos custos vem sendo absorvida pelas empresas para evitar uma redução ainda maior no consumo. Até o momento, os moinhos repassaram, em média, entre 10% e 15% dos aumentos, mas novos reajustes ainda são considerados necessários.
Nas padarias, a situação também tem exigido cautela. O preço do trigo teria subido entre 12% e 15% neste ano, enquanto a farinha representa de 20% a 30% dos custos das empresas do setor. Por isso, o pão francês é apontado como um dos produtos mais sensíveis, já que um aumento elevado pode afastar consumidores. A expectativa é de que o reajuste desse produto fique limitado a cerca de 4%, enquanto outros itens de padaria podem concentrar uma parcela maior dos repasses.
A pressão sobre os preços ocorre em um cenário de menor oferta doméstica de trigo e incertezas sobre a próxima safra. Além disso, as condições climáticas no Rio Grande do Sul e dúvidas sobre a qualidade do trigo argentino, principal origem do cereal importado pelo Brasil, têm aumentado a preocupação dos moinhos. Dessa forma, o setor tem evitado formar estoques maiores e enfrenta dificuldades para garantir contratos de fornecimento.Para os consumidores, portanto, o pão francês pode sofrer algum reajuste, mas a tendência é de que o aumento seja limitado para preservar as vendas. Já produtos como pizzas, sanduíches, croissants e outros pães podem ter maior impacto, pois possuem outros ingredientes e maior valor agregado. O cenário, entretanto, ainda depende da próxima safra e do comportamento dos preços do trigo.Por Ana Almeida /
O aumento do preço do trigo tem pressionado moinhos e padarias e pode provocar novos reajustes no valor do pão. Segundo representantes do setor, parte da alta dos custos vem sendo absorvida pelas empresas para evitar uma redução ainda maior no consumo. Até o momento, os moinhos repassaram, em média, entre 10% e 15% dos aumentos, mas novos reajustes ainda são considerados necessários.
Nas padarias, a situação também tem exigido cautela. O preço do trigo teria subido entre 12% e 15% neste ano, enquanto a farinha representa de 20% a 30% dos custos das empresas do setor. Por isso, o pão francês é apontado como um dos produtos mais sensíveis, já que um aumento elevado pode afastar consumidores. A expectativa é de que o reajuste desse produto fique limitado a cerca de 4%, enquanto outros itens de padaria podem concentrar uma parcela maior dos repasses.
A pressão sobre os preços ocorre em um cenário de menor oferta doméstica de trigo e incertezas sobre a próxima safra. Além disso, as condições climáticas no Rio Grande do Sul e dúvidas sobre a qualidade do trigo argentino, principal origem do cereal importado pelo Brasil, têm aumentado a preocupação dos moinhos. Dessa forma, o setor tem evitado formar estoques maiores e enfrenta dificuldades para garantir contratos de fornecimento.Para os consumidores, portanto, o pão francês pode sofrer algum reajuste, mas a tendência é de que o aumento seja limitado para preservar as vendas. Já produtos como pizzas, sanduíches, croissants e outros pães podem ter maior impacto, pois possuem outros ingredientes e maior valor agregado. O cenário, entretanto, ainda depende da próxima safra e do comportamento dos preços do trigo.Por Ana Almeida /

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