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Suspeito de golpe de mais de R$ 1 milhão contra agricultores baianos é preso em Brasília

 

Homem de 37 anos foi localizado em casa durante a segunda fase da Operação Magicae Arca; celular apreendido será periciado pela Polícia Civil.
Imagem ilustrativa: Divulgação / Ascom-PCBA

Um homem de 37 anos, investigado por participação em um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão a agricultores de Juazeiro, no norte da Bahia, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (12), em Brasília. A prisão faz parte da segunda fase da Operação Magicae Arca, conduzida pela Polícia Civil da Bahia.

O crime investigado aconteceu em dezembro de 2025. A partir de informações obtidas pelo setor de inteligência, os policiais localizaram o suspeito no imóvel onde ele residia, no Distrito Federal, e cumpriram a ordem judicial de prisão.

Durante a operação, também foi apreendido o telefone celular utilizado pelo investigado. O aparelho será submetido a procedimentos de análise e extração de dados, que podem fornecer novas informações sobre o esquema e ajudar na identificação de outros participantes.De acordo com a investigação, o grupo abordava pequenos produtores rurais oferecendo insumos agrícolas por preços abaixo dos valores normalmente encontrados no mercado. Para transmitir credibilidade às propostas, os suspeitos marcavam encontros com agricultores e apresentavam fotos e vídeos dos produtos.

Os pagamentos, segundo o inquérito, eram exigidos em dinheiro vivo. Os valores deveriam ser colocados dentro de uma caixa, sob a justificativa de que seriam posteriormente entregues aos fornecedores.

Após receber o dinheiro, um dos integrantes do grupo teria realizado a troca da embalagem. A caixa entregue aos agricultores, que inicialmente continha o pagamento, era substituída por outra preenchida apenas com papel.

As investigações apontam que o homem preso nesta quarta-feira não seria o único envolvido. Outro suspeito foi localizado e preso em São Paulo no dia 5 de agosto.

As diligências continuam para identificar e prender os demais integrantes que possam ter participado do esquema investigado pela Polícia Civil.

A ação que resultou na prisão em Brasília foi realizada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), em parceria com a Coordenação de Repressão às Drogas (CORD), da Polícia Civil do Distrito Federal.

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