Medicamentos estavam divididos em 300 caixas e foram localizados durante fiscalização em Irati; dois homens foram presos em flagrante.Mounjaro - Foto: reprodução
A Receita Federal apreendeu 1.200 ampolas de tirzepatida durante uma fiscalização realizada neste domingo (23), na BR-277, em Irati, no Paraná. A carga, avaliada em aproximadamente R$ 135 mil, estava escondida no pneu estepe de um veículo.
Os medicamentos, de 15 mg, estavam distribuídos em 300 caixas. O carro havia sido abordado em uma fiscalização de rotina na região de Foz do Iguaçu, próxima à fronteira com o Paraguai.
Os dois ocupantes do automóvel, ambos moradores do Ceará, foram presos em flagrante. Após a abordagem, eles foram encaminhados para a Polícia Federal, que deverá investigar a origem e a finalidade da carga.A tirzepatida é utilizada principalmente no tratamento do diabetes tipo 2 e também ganhou destaque pelo uso no controle do peso e emagrecimento.
A operação ocorre em meio ao crescimento das apreensões de medicamentos para emagrecimento na região de fronteira com o Paraguai. Conforme dados da Receita Federal, mais de 76 mil unidades foram apreendidas somente nos primeiros seis meses de 2026.
O volume já supera com folga as aproximadamente 24 mil unidades confiscadas durante todo o ano de 2025. Nas fiscalizações, os produtos foram encontrados ocultos em diferentes tipos de objetos e compartimentos, incluindo frascos de shampoo, calçados e veículos.
O aumento das apreensões também evidencia a expansão do comércio irregular de tirzepatida no Brasil. Em junho, uma reportagem do Jornal Metropole apontou que ampolas produzidas no Paraguai estavam chegando à Bahia por meio de rotas de contrabando e sendo comercializadas no mercado paralelo.
Além da origem dos produtos, as autoridades também demonstram preocupação com a falta de registro de parte dos medicamentos na Anvisa e com as condições de transporte e armazenamento. A comercialização e a entrada irregular desses produtos podem representar riscos à saúde e resultar em responsabilização criminal.
Por Lala Freitas /
0 Comentários