Inflação oficial desacelerou pelo quarto mês consecutivo e acumulado em 12 meses voltou para dentro do limite da meta do governo.Imagem: reprodução
A queda no preço dos alimentos ajudou a frear a inflação em julho, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,07%. O resultado, divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa a quarta desaceleração mensal consecutiva e levou o índice acumulado em 12 meses para 4,44%.
Com o resultado, a inflação voltou para dentro do limite da meta estabelecida pelo governo, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o teto considerado é de 4,5%. Em junho, o acumulado em 12 meses estava em 4,64%.
O grupo Alimentação e bebidas teve deflação de 0,67% em julho. A alimentação consumida dentro de casa ficou 1,14% mais barata, influenciada principalmente pela queda nos preços de tubérculos, raízes e legumes. O tomate caiu 29,09%, a batata-inglesa recuou 19,59% e a cenoura teve redução de 14,41%.O café moído também ficou 2,45% mais barato. Segundo o IBGE, em 12 meses, o produto acumula queda de 17,2%, a maior redução registrada desde o início do Plano Real. O analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, atribuiu o comportamento dos alimentos à maior oferta e às condições climáticas mais favoráveis.
Apesar da queda dos alimentos, a energia elétrica residencial subiu 3,09% e foi o principal impacto individual de alta sobre o IPCA em julho. Já entre os transportes, as passagens aéreas aumentaram 11,67%, enquanto os combustíveis ficaram 1,44% mais baratos.
O resultado de julho ficou em linha com a previsão do mercado financeiro. Para o fim de 2026, as instituições consultadas pelo Banco Central projetam inflação de 5,02%.
Por Ana Almeida /
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