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Perda auditiva afeta cérebro e equilíbrio? O que a ciência já sabe

 

Na foto, um homem falando de frente para outro homem | Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

A perda auditiva vai muito além da dificuldade para escutar. O tema ganhou destaque nacional após o Globo Repórter abordar a relação entre audição, cérebro, equilíbrio, envelhecimento e qualidade de vida.

Um dos pontos que chamam atenção é que os primeiros sinais nem sempre são percebidos como um problema de audição. Dificuldade para acompanhar conversas em ambientes barulhentos, cansaço depois de falar com outras pessoas e problemas de concentração podem estar entre os indícios.

Para a fonoaudióloga e diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA, Gisele Munhoes dos Santos, a repercussão do tema ajuda a ampliar a compreensão sobre a importância da saúde auditiva.

“Um programa desse alcance coloca a audição no centro da conversa sobre saúde geral, e não apenas como uma questão isolada”, afirma a especialista.

Perda auditiva pode afetar o cérebro?

Pesquisas científicas vêm investigando a relação entre perda auditiva não tratada e declínio cognitivo. Uma das hipóteses é que, quando o cérebro precisa fazer esforço constante para compreender sons e conversas, outros processos cognitivos podem ser prejudicados.

Isso ajuda a explicar por que a audição passou a ser estudada não apenas como uma questão relacionada aos ouvidos, mas também dentro de uma perspectiva mais ampla de saúde cerebral e envelhecimento saudável.

Audição e equilíbrio estão relacionados

A relação entre audição e equilíbrio também merece atenção. Estruturas localizadas no ouvido interno participam do sistema responsável pela estabilidade e pela orientação espacial do corpo.

Por isso, alterações nessa região podem estar relacionadas a problemas de equilíbrio e maior risco de quedas, especialmente entre pessoas mais velhas.

Fones de ouvido podem prejudicar a audição?

Outro alerta envolve o uso frequente de fones de ouvido em volumes elevados. A exposição prolongada a sons muito intensos pode provocar danos auditivos, muitas vezes de forma gradual e silenciosa.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos estejam sob risco de desenvolver problemas auditivos evitáveis devido à exposição a sons muito altos.

“É um dano cumulativo e, na maioria das vezes, silencioso. Por isso, controlar o volume e fazer pausas para os ouvidos são hábitos importantes”, explica Gisele.

Novas tecnologias ajudam quem perdeu a audição

O avanço tecnológico também mudou a experiência de quem precisa de aparelho auditivo. Os dispositivos atuais podem contar com conectividade, recursos de inteligência artificial e sistemas capazes de melhorar a compreensão da fala em diferentes ambientes.

Segundo a especialista, a tecnologia deixou os aparelhos auditivos mais próximos de dispositivos inteligentes, ampliando as possibilidades de comunicação e participação social.

“Não se trata apenas de amplificar o som: é uma ferramenta que devolve autonomia, participação social e bem-estar”, afirma.

Além dos aparelhos auditivos, pesquisas buscam novas alternativas para o tratamento da surdez. Para Gisele, a evolução da área reforça a importância de procurar avaliação especializada diante dos primeiros sinais de dificuldade para ouvir. | |

Com informações da WSA.

Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.

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