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Mãe mostra filho de 7 anos com distrofia muscular e faz apelo por ajuda em Santo Antônio de Jesus

 

Gabriel, de 7 anos, perdeu a força para andar e precisa de suporte e equipamentos; mãe faz apelo por ajuda para o tratamento do filho.
Foto: Reprodução

Uma mãe de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, mostrou as dificuldades enfrentadas pelo filho Gabriel, de 7 anos, que tem distrofia muscular e está sem forças para andar. Em um vídeo enviado ao Blog do Valente nesta segunda-feira (17), ela fez um apelo às autoridades e às pessoas que puderem ajudar com suporte e equipamentos para o menino, que, segundo ela, quer brincar, jogar bola e andar de bicicleta como outras crianças, mas está impedido pela doença e pela falta do tratamento necessário.

Gabriel aparece no vídeo com dificuldade para se manter em pé. Enquanto mostra a situação do filho, a mãe explica que ele não consegue sustentar o próprio corpo e pede que ele tente colocar o pé no chão. Ela também relata que o pé do menino encurtou e que não há mais possibilidade de cirurgia para resolver o problema. A dificuldade para permanecer em pé também está relacionada à falta de força do menino para se sustentar.

“Gabriel não aguenta o próprio corpo. Fica aí no pé. Bota o pé no chão. Bota o pé, Gabriel. Não desce, porque esse pé do Gabriel encurtou. Não tem nem cirurgia, não adianta mais fazer isso. Olha como é que ele fica! Não tem força para segurar”.Ao mostrar as dificuldades do filho, a mãe se revoltou com as limitações provocadas pela distrofia muscular. Ela conta que Gabriel perdeu movimentos por causa da doença e afirma que os valores recebidos quando pede ajuda nas redes sociais, muitas vezes de R$ 1 ou R$ 2, não são suficientes para comprar o que ele precisa.

Para a mãe, a situação também é difícil porque o filho quer fazer as mesmas coisas que outras crianças fazem, mas não consegue por causa da doença. Ela reforça que a distrofia muscular tirou os movimentos de Gabriel e afirma que, como mãe, se revolta ao ver as limitações do filho.

“É revoltante certo tipo de coisa. Porque ele quer correr, quer jogar uma bola, quer andar de bicicleta, quer fazer o que as outras crianças fazem, mas está sendo impossibilitado por causa de quê? Por causa de uma doença. Uma doença chamada distrofia muscular. E o que essa distrofia muscular faz? Tira os movimentos dele. Simples assim: tira os movimentos do Gabriel. E eu, como mãe, me revolto.”, disse a mãe.

Ela declarou que, se tivesse condições financeiras, não estaria pedindo ajuda. Segundo a mãe, Gabriel precisa de suporte e equipamentos, além de precisar ir e voltar para São Paulo para o tratamento. Ela também afirmou que não é rica e que os pedidos de ajuda nas redes sociais são feitos porque a família não consegue arcar sozinha com tudo o que o filho precisa.

“Quando aparece nas redes sociais pedindo um real, dois reais — que hoje em dia não compram nada —, é porque ele precisa de suporte, precisa de equipamentos, precisa de muita coisa, precisa estar indo e voltando para São Paulo, entendeu? Às vezes pensam que eu enriqueci. Eu não sou rica, sou pobre! Se eu fosse rica, não estaria pedindo ajuda a ninguém. Não estaria pedindo ajuda a ninguém!”, declarou.

Ainda durante o vídeo, a mulher apelou por ajuda e falou sobre as diferenças entre a rotina de Gabriel e a de outras crianças. Ela citou situações como correr, andar de bicicleta, jogar bola na escola e colocar a mochila nas costas para ir estudar. Segundo ela, Gabriel não consegue fazer essas atividades e, por isso, a família precisa de ajuda.

A mãe também afirmou que continua lutando pela vida do filho e que não pretende desistir, mesmo diante das dificuldades. Ela pediu que pessoas que tenham condições de ajudar, principalmente em Santo Antônio de Jesus, possam contribuir com Gabriel.

“Aí uma criança faz um apelo, pede uma ajuda… Tem tanta gente que pode ajudar, que tem condições! Tanta gente… A gente mora em Santo Antônio de Jesus. Tanta gente que pode ajudar! Vocês que têm os filhos de vocês, pai e mãe, que veem o filho de vocês aí num condomínio correndo, andando de bicicleta, na escola jogando bola, botando a mochila nas costas e indo para a escola… O Gabriel não faz nada disso. Mas a gente precisa de ajuda. A gente precisa porque eu sou uma mãe que luta pela vida do meu filho e não vou desistir, não. Podem falar o que quiserem, mas eu não vou desistir. Me revolto em certas horas, mas jamais desistirei!”, apelou.

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