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Eclipse lunar ou “Lua Vermelha” encantou o céu na madrugada desta sexta-feira no Brasil

 

Eclipse lunar parcial pôde ser visto em todo o país entre a noite desta quinta-feira (27) e a madrugada de sexta-feira (28), com 93% da Lua coberta pela sombra da Terra.
Foto: Divulgação

Um eclipse lunar parcial pôde ser visto no céu do Brasil entre a noite desta quinta-feira (27) e a madrugada desta sexta-feira (28). O fenômeno foi visível em todo o país e encobriu 93% da Lua. As imagens enviadas ao Blog do Valente foram feitas pelo fotógrafo profissional Marcelo Dial, natural de Varzedo, que reside e trabalha em SAJ.

O fenômeno também é conhecido como “Lua de Sangue” ou “Lua Vermelha”, por causa da coloração avermelhada que a Lua pode apresentar durante o eclipse. A mudança de cor pôde ser observada a olho nu em diversas regiões do país.

O eclipse lunar acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua e bloqueia parte da luz que chega ao satélite. Neste caso, o eclipse foi parcial porque 93% da Lua ficou coberta pela sombra da Terra.Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem a necessidade de filtros ou equipamentos de proteção.

Por que a Lua fica vermelha?

A coloração avermelhada acontece porque a atmosfera da Terra absorve parte das cores da luz solar e refrata outra parte em direção à Lua.

Segundo o astrônomo Emerson Roberto Perez, a parte da Lua iluminada diretamente pelo Sol pode atingir temperaturas entre 100 °C e 120 °C. Já a região que não recebe luz solar pode registrar temperaturas abaixo de -100 °C, chegando a cerca de -120 °C.

Durante o eclipse, a parte da superfície lunar que estiver iluminada pelo Sol deixa de receber essa radiação e pode sofrer uma queda significativa de temperatura.

“Da mesma forma como a gente observa o Sol avermelhado quando ele está no horizonte, isso acontece porque ele está atravessando uma camada maior de área. Ele deixa de ser, digamos, amarelado e ele fica mais avermelhado, porque a nossa atmosfera espalha essa luz azul”, explica o astrônomo Thiago Gonçalves em matéria à CNN.

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