Ticker

6/recent/ticker-posts

Cigarro, charuto e dispositivos eletrônicos: entenda os riscos e por que nunca é tarde para parar de fumar

 

Cigarro aceso representando os riscos do tabagismoImage by PDPhotos from Pixabay

O cigarro pode acompanhar uma pessoa durante décadas, mas nunca é tarde para parar de fumar. Abandonar o tabagismo reduz a exposição a substâncias relacionadas a doenças cardiovasculares, respiratórias e diferentes tipos de câncer.

Segundo o Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, 11,5% dos adultos entrevistados nas capitais brasileiras e no Distrito Federal declararam ser fumantes. Considerando também os usuários de dispositivos eletrônicos para fumar, o percentual chega a 13,1%.

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, o pneumologista Cristiano Nascimento, superintendente nacional de Práticas Assistenciais da MedSênior, reforça que abandonar o cigarro traz benefícios em qualquer idade.

“Existe a ideia equivocada de que, depois de décadas fumando, parar já não fará tanta diferença. Mas nunca é tarde para parar de fumar”, explica.

Tabagismo vai além do câncer de pulmão

O tabagismo está relacionado a doenças cardiovasculares e respiratórias e a diferentes tipos de câncer, incluindo tumores de pulmão, boca e garganta.

Entre as doenças respiratórias está a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que pode provocar falta de ar, tosse persistente, chiado no peito e dificuldade para realizar atividades cotidianas.

O especialista alerta que esses sintomas não devem ser atribuídos automaticamente ao envelhecimento, principalmente após os 50 anos.

Charuto e cigarro eletrônico também oferecem riscos

O charuto não é uma alternativa segura ao cigarro. Mesmo sem tragar a fumaça, há exposição à nicotina e a substâncias tóxicas e cancerígenas.

Os dispositivos eletrônicos para fumar também podem liberar substâncias prejudiciais à saúde. No Brasil, a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda desses produtos são proibidos pela Anvisa.

“É importante combater a percepção de que o cigarro eletrônico é inofensivo”, afirma Cristiano Nascimento.

Benefícios após parar de fumar

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os benefícios começam pouco tempo após a interrupção do consumo:

  • 20 minutos: pressão e pulsação retornam aos níveis normais;
  • 8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
  • 3 semanas: respiração e circulação apresentam melhora;
  • 1 ano: o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido pela metade.

Como parar de fumar

A dependência da nicotina envolve aspectos físicos e comportamentais. Por isso, o tratamento pode incluir acompanhamento profissional e, quando indicado, medicamentos.

Algumas medidas podem ajudar:

  • estabelecer uma data para parar de fumar;
  • identificar os gatilhos que provocam vontade de fumar;
  • retirar cigarros, cinzeiros e isqueiros do ambiente;
  • contar com familiares e amigos como rede de apoio;
  • buscar orientação de um profissional de saúde.

Para quem enfrenta problemas relacionados à dependência química, também é importante buscar apoio especializado.

Leia também: Fundação Dr. Jesus oferece acolhimento para pessoas com dependência química

“Parar de fumar é um processo e cada pessoa pode percorrê-lo de uma forma diferente. Uma tentativa que não deu certo não deve ser encarada como motivo para desistir”, reforça o especialista. | |

Com informações da Assessoria de Imprensa da MedSênior. Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.

Postar um comentário

0 Comentários