
A Bahia já registrou 16.711 casos de violações contra mulheres em 2026, segundo dados do Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), atualizados em 10 de agosto. Os registros consideram diferentes situações que atentem ou violem os direitos humanos das vítimas.
Do total de casos registrados no estado, 2.062 protocolos de denúncia foram efetivados. Um protocolo representa o registro de uma ou mais denúncias realizadas pelos usuários na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.
Salvador concentra o maior número de registros na Bahia, com 5.857 casos. Entre outros municípios com números expressivos estão Feira de Santana, com 1.043 casos; Vitória da Conquista, com 632; Camaçari, com 376; Juazeiro, com 235; Prado, com 197; Itabuna, com 183; Porto Seguro, com 167; Teixeira de Freitas, com 162; e Itamaraju, com 72.
Os números ganham destaque durante o Agosto Lilás, campanha realizada em todo o país para ampliar a conscientização sobre a violência contra a mulher, divulgar direitos e serviços de apoio e incentivar a denúncia e o acolhimento das vítimas.
O mês também marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006. A legislação ampliou os mecanismos de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, estabeleceu medidas protetivas de urgência e fortaleceu ações de prevenção e assistência.
Para a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Unime Anhanguera, Ma. Sabrine Silva Kauss, denunciar situações de violência é fundamental para possibilitar a proteção da vítima e a responsabilização do agressor.
“Denunciar esse crime é essencial, pois gera reflexão e inquietação social. Ao denunciar, as vítimas podem receber proteção imediata contra o agressor, seja por meio de medidas de proteção, como ordens de restrição, ou por meio de acesso a abrigos seguros”, afirmou a especialista.
Segundo Sabrine, a denúncia também contribui para combater mitos e estigmas relacionados à violência doméstica e de gênero, além de facilitar o acesso das vítimas a serviços de assistência jurídica, acolhimento, saúde e outros mecanismos de apoio.
Entre as formas de pedir ajuda está o 190, da Polícia Militar, em situações de emergência. A especialista também destaca a possibilidade de utilizar a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, canal que recebe denúncias e orienta mulheres em situação de violência.
As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) atuam na prevenção, apuração e investigação de casos de violência contra mulheres. Nessas unidades, também é possível solicitar medidas protetivas de urgência nos casos previstos pela legislação.
Na Bahia, existem 15 Deams e sete Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher (Neams). O estado também conta com a Deam Online, que funciona 24 horas para registro de ocorrências e atendimento.
Em Salvador, as Deams estão localizadas na Rua Padre Luís Filgueiras, em Brotas, e na Rua Dr. Walter Almeida, em Periperi.11 de agosto de 2026 | Brasil |
Com informações da Assessoria de Imprensa da Anhanguera.
Hélio Alves | Tribuna do Recôncavo
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