Operação Registro Frágil 2 cumpriu mandados em Salvador e apura participação de funcionários terceirizados em supostas fraudes postais.Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (2), a Operação Registro Frágil 2, com apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Policiamento Tático Central e da 23ª Companhia Independente (CIPM). A ação dá continuidade às investigações que apuram fraudes postais envolvendo funcionários terceirizados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos na Bahia.
Segundo as investigações, o esquema consistia na simulação do envio de objetos de alto valor, como joias e eletrônicos. Após o suposto encaminhamento das encomendas, os investigados registravam de forma fraudulenta o extravio das cargas junto aos Correios, com o objetivo de obter indenizações indevidas da estatal.
De acordo com as apurações, parte dos envolvidos identificados é composta por funcionários terceirizados da empresa pública, que teriam utilizado suas funções para viabilizar as fraudes.A segunda fase da operação foi deflagrada após a análise do material apreendido na etapa anterior, o que permitiu a identificação de novos suspeitos de participação no esquema.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o Juízo da 17ª Vara Criminal da Seção Judiciária da Bahia expediu quatro mandados de busca e apreensão em Salvador, além de determinar o bloqueio de bens dos investigados.
Segundo a Polícia Federal, as medidas têm como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados à estatal.
As investigações seguem em andamento para determinar a extensão das fraudes e identificar outros possíveis envolvidos. Os envolvidos poderão responder pelos crimes investigados. Somadas, as penas podem passar de 10 anos de cadeia.
Por Kaylan Anibal /
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