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Treino, inflamação e alimentação: especialistas alertam para mitos que confundem quem busca saúde e performance

 

Editado | Crédito: José Cruz/ Agência Brasil

A inflamação costuma ser apontada como a grande vilã da saúde e do desempenho físico, especialmente nas redes sociais. No entanto, segundo o preparador físico Anderson Moraes, e a nutricionista Claudia Laskanski, essa visão simplificada ignora um ponto essencial: a inflamação faz parte do processo natural de adaptação do corpo ao exercício.

‘Todo treino de força gera microlesões musculares. Isso provoca uma resposta inflamatória controlada, que é justamente o que estimula o músculo a se recuperar e evoluir”, explica Anderson. “Sem esse processo, não existe ganho de força ou hipertrofia.’

Inflamação aguda x inflamação crônica

Segundo os especialistas, é fundamental diferenciar a inflamação aguda, que ocorre após o exercício e é esperada, da inflamação crônica, associada a hábitos de vida inadequados.

‘A inflamação crônica está muito mais ligada ao excesso de alimentos ultraprocessados, sedentarismo, estresse, noites mal dormidas e consumo frequente de álcool’, destaca Claudia. ‘Não é um alimento isolado que determina isso, mas o conjunto da rotina.’

O perigo dos discursos extremos

Anderson Moraes chama atenção para a confusão gerada por discursos radicais sobre alimentação e treino. ‘Muitas pessoas acabam criando medo da comida ou copiando estratégias de atletas que vivem uma realidade completamente diferente, inclusive com uso de recursos farmacológicos. Isso não pode ser parâmetro para quem busca saúde.’

Claudia complementa: ‘Quando a alimentação vira uma lista de proibições baseada em modismos, o resultado costuma ser frustração, efeito sanfona e até prejuízo à saúde mental.’

Saúde, performance e equilíbrio

Os especialistas reforçam que alimentação equilibrada, treino bem orientado e recuperação adequada são os pilares para resultados consistentes.

‘O corpo humano é adaptável e inteligente. Ele precisa de estímulo, descanso e nutrição adequada, não de terrorismo nutricional’, resume Anderson.

‘A comida deve ser vista como aliada do treino e da saúde, não como inimiga’, conclui Claudia.

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Fonte: Academia Seven7Play

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