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Preço do diesel sobe quase 20% no Brasil e governo intensifica fiscalização contra abusos

 

Alta é registrada desde o início do conflito internacional; governo reduz impostos, cria subsídio e amplia fiscalização em distribuidoras e postos 
Imagem: reprodução

O preço do diesel registrou alta de quase 20% nos postos brasileiros desde o início do conflito internacional, o que tem gerado preocupação no mercado e levado o governo federal a adotar medidas para conter os impactos ao consumidor.

Diante do cenário, operações de fiscalização foram intensificadas em diversas regiões do país. Agentes da Polícia Federal e da Agência Nacional do Petróleo (ANP) estiveram em uma distribuidora de combustíveis na Baixada Fluminense, enquanto outras ações também foram realizadas em postos, com o objetivo de apurar possíveis abusos e práticas de combinação de preços.

Além disso, desde o dia 9 de março, 115 distribuidoras foram notificadas pela Secretaria Nacional do Consumidor. Entre as empresas notificadas, estão as três maiores do país, que juntas concentram cerca de 60% do mercado de combustíveis, o que amplia a relevância das investigações em curso.Para tentar conter a pressão sobre os preços, medidas foram adotadas pelo governo federal. Entre elas, destaca-se a redução de impostos e a edição de uma medida provisória que prevê subsídio de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel. Paralelamente, também foi definida a tributação sobre a exportação do petróleo, como forma de equilibrar o mercado interno.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a estratégia busca minimizar os efeitos da instabilidade internacional no país. “Qual é a nossa premissa básica? Evitar o repasse do nervosismo internacional e da volatilidade do preço internacional para o mercado brasileiro. Então, de novo: quando nós podemos, nós abaixamos o preço do combustível; quando a gente precisa, a gente aumenta”, afirmou.

Embora a gasolina não tenha sofrido reajuste nas distribuidoras, aumentos já foram percebidos nos postos. O preço do combustível subiu 2,9% apenas na última semana e acumula alta de 5,5% ao longo do mês de março, o que reforça o impacto das oscilações externas no mercado interno.

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