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Pesquisa indica piora na água de rios e presença de esgoto em áreas urbanas

 

Levantamento revela aumento de poluição em rios monitorados no Brasil; apenas 3% dos rios têm água de boa qualidade, aponta estudo.
Imagem Ilustrativa

Um estudo da Fundação SOS Mata Atlântica revelou uma piora na qualidade da água em rios de 14 estados brasileiros. O levantamento considera análises realizadas ao longo de 2025 em diferentes pontos do bioma.

Olhando superficialmente, as águas podem aparentar estar limpas. No entanto, em apenas um ano, a situação do Rio Trapicheiro, que nasce no Parque Nacional da Tijuca e deságua na Baía de Guanabara, apresentou piora, conforme testes que medem indicadores de qualidade da água.

“A gente vem percebendo uma diminuição no volume de água e também uma perda um pouquinho da nossa qualidade da água”, diz Bruno Waldman, voluntário da S.O.S. Mata Atlântica.Durante todo o ano de 2025, voluntários da fundação realizaram, mês a mês, a coleta de água em 128 rios que atravessam o bioma em 14 estados. O resultado aponta um cenário de piora na média da qualidade em relação ao ano anterior.

O número de pontos de coleta com água considerada boa caiu de nove para três entre 2024 e 2025: o Rio Betume, em Sergipe, e os rios Piraí e Água Limpa, em São Paulo.

Em 2025, apenas 3% das amostras apresentaram água de boa qualidade, o menor índice desde o início da pesquisa, em 2014. Do total analisado, 78% foram classificadas como regulares, 15% como ruins e 3% como de péssima qualidade. Nenhuma amostra atingiu a classificação de ótima.

“Nossa avaliação é de um estado de estagnação. Isso significa que ainda tem muito esgoto caindo na água, dado que boa parte dos nossos pontos de análise são em áreas urbanas e que nosso monitoramento indica principalmente o despejo de esgoto doméstico na água dos nossos rios”, afirma Gustavo Veronesi.

Apesar dos dados, mais de 80% dos pontos analisados apresentaram água considerada própria para múltiplos usos, como agricultura e indústria. Para consumo humano, no entanto, é necessário tratamento químico.

“Falta saneamento, falta educação ambiental, mas, em especial, falta uma participação da população, da sociedade em acompanhar, em fiscalizar, em participar dos projetos, em participar das ações de controle social dos nossos corpos hídricos”, diz Bruno Waldman ao Jornal Nacional.

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