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Fila do INSS bate recorde e atinge 2,96 milhões de pedidos pendentes

 

Número é 45,5% maior que o pico registrado em 2020; quase 1 milhão de requerimentos são do BPC.
Imagem: reprodução

A fila do INSS voltou a crescer e alcançou 2,96 milhões de requerimentos pendentes em novembro de 2025, segundo dados oficiais mais recentes. O número representa recorde histórico e supera em 45,5% o pico registrado em janeiro de 2020, quando 2,03 milhões de pedidos aguardavam análise.

Do total atual, 933 mil requerimentos são referentes ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos a partir de 65 anos e a pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. O crescimento expressivo da fila tem gerado preocupação, sobretudo porque envolve benefícios essenciais para a subsistência de milhões de brasileiros.

A adoção da fila nacional, implementada pelo Instituto Nacional do Seguro Social com o objetivo de reduzir desigualdades regionais, ainda não conseguiu diminuir o tempo de espera. Antes, o sistema funcionava de forma regionalizada, o que, na prática, concentrava a sobrecarga em áreas com maior demanda e deixava ociosidade em outras regiões.

Com a mudança, o novo modelo digital passou a unificar os pedidos em todo o país. No entanto, especialistas apontam que o sistema não diferencia de forma eficiente casos urgentes dos considerados menos graves. Dessa forma, pessoas em situações mais delicadas podem acabar aguardando por períodos prolongados.

No último dia 13 de janeiro, foi publicada uma portaria que alterou regras do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) e do Pagamento Extraordinário. A principal mudança estabelecida foi justamente a nacionalização da fila, cuja meta é reduzir o volume de pedidos pendentes em todo o território nacional.

A estratégia previa priorizar segurados que aguardam há mais tempo pela análise, além de conceder atenção especial a benefícios com maior demanda, como o BPC. Apesar disso, os números continuam elevados.

Em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), realizada no dia 29, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, reconheceu o aumento da fila e afirmou que medidas seriam adotadas para reduzir o tempo de análise dos benefícios.

A advogada especialista em direito previdenciário Sarita Lopes explica que, em tese, a prioridade do INSS são os casos mais urgentes, como idosos, pessoas em situação de vulnerabilidade social e segurados que solicitam benefícios por incapacidade. “Nesses casos, o segurado está sem renda e impossibilitado de exercer suas atividades”, ressalta.

Enquanto isso, cerca de 3 milhões de brasileiros permanecem à espera de uma resposta, evidenciando os desafios enfrentados pelo sistema previdenciário para dar vazão à demanda crescente.

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