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43% dos brasileiros dizem não confiar nas urnas eletrônicas, aponta pesquisa

 

Levantamento mostra que maioria considera modelo confiável, mas desconfiança permanece elevada no país
Foto: reprodução

Um levantamento da Genial/Quaest, divulgado neste domingo (15), revela que 43% dos brasileiros afirmam não confiar nas urnas eletrônicas. Embora a maioria, 53%, considere o modelo confiável, a fatia dos que discordam segue alta. Outros 1% não concordam nem discordam e 3% não souberam ou não responderam.

Os dados mostram diferenças regionais relevantes. No Nordeste, 37% discordam da confiabilidade das urnas, enquanto no Sudeste o índice é de 42%. Já no Sul há empate técnico, com 48% tanto para concordância quanto para discordância. No Centro-Oeste/Norte, 48% afirmam não confiar, superando os 47% que concordam com o sistema.

Além disso, a pesquisa aponta variações por faixa etária. Entre eleitores de 16 a 34 anos, 57% confiam nas urnas. Na faixa de 35 a 59 anos, o percentual é de 50%, enquanto entre os com 60 anos ou mais, 53% afirmam confiar. No recorte religioso, 39% dos católicos discordam da confiabilidade, enquanto entre evangélicos o índice de desconfiança sobe para 52%.

A divisão se intensifica quando considerado o voto no segundo turno de 2022. Entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 22% dizem não confiar nas urnas. Já entre os que votaram em Jair Bolsonaro, 69% manifestam desconfiança. No grupo que votou branco, nulo ou não compareceu, 38% discordam da confiabilidade do modelo.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00249/2026.

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