Imagem de Marjon Besteman do PixabayCom propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras potentes, os corticoides são amplamente utilizados na medicina, mas seu uso durante a gestação e em tratamentos de reprodução assistida requer cuidado redobrado. Especialistas alertam que, embora os medicamentos possam ser fundamentais em situações específicas, como na prevenção de complicações neonatais por parto prematuro, o uso inadequado pode oferecer riscos à mãe e ao bebê.
Os corticoides são hormônios sintéticos semelhantes ao cortisol, produzido pelas glândulas suprarrenais. Estão disponíveis em diferentes formas, como comprimidos, injeções e cremes, e atuam reduzindo processos inflamatórios e modulando o sistema imunológico.
Os medicamentos também podem ser indicados para gestantes com doenças autoimunes, como lúpus, asma grave ou doenças inflamatórias intestinais. Nesses casos, o controle da doença é essencial para o bem-estar materno e fetal. A prednisona, por exemplo, costuma ser a escolha mais segura, por apresentar baixa passagem placentária.
Segundo revisões da Cochrane e diretrizes da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), não há evidência suficiente que justifique o uso rotineiro de corticoides em todos os ciclos de FIV. Estudos recentes ainda investigam o papel desses medicamentos na prevenção de complicações inflamatórias da gestação, como a pré-eclâmpsia.
O uso prolongado de corticoides pode causar efeitos colaterais como ganho de peso, aumento da pressão arterial, alterações de humor e maior suscetibilidade a infecções. Em gestantes, também pode elevar a glicemia, exigindo atenção especial em casos de diabetes gestacional.19 de janeiro de 2026 | ARTIGO |
IVI – RMANJ
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