Reunião acontece em Santo Antônio de Jesus e também discute pendência no auxílio educação dos filhos dos funcionários.
Trabalhadores e trabalhadoras da Coelba se reúnem nesta terça-feira (6), no prédio da empresa em Santo Antônio de Jesus, com representantes do sindicato, para tentar um acordo após a proposta de reajuste de 36% no plano de saúde e a pendência no auxílio educação dos filhos dos funcionários. A mobilização acontece após meses de diálogo sem acordo entre a categoria e a companhia de energia. A informação foi divulgada por dirigentes do movimento.
“O sindicato já vem desde setembro tentando arrancar um acordo que seja de agrado para toda a categoria, mas infelizmente a empresa esse ano vem dificultando as coisas, querendo impor um reajuste de 36% no plano de saúde. A gente vê a média do que foram os reajustes dos planos de saúde coletivos, em torno de 6%. Ela quer nos empurrar 36%. Além disso, tem a questão das redações que envolvem o complácio. A redação que ela impõe não dá o direito nem de defesa aos trabalhadores”, afirmou o diretor do sindicato Regino Marques.
O dirigente também critica a postura da companhia de energia em relação às condições de trabalho e ao tratamento dado aos funcionários, especialmente em situações relacionadas à saúde.
“Então é assim essa postura dessa empresa, uma empresa que ao longo do tempo vem demitindo trabalhadores doentes, cometidos de problemas psicológicos devido ao assédio moral constante nessa empresa. Então é essa postura que a gente vem combatendo. Espero que o trabalhador entenda. A gente vai rejeitar essas propostas e obrigar ela a retornar às mesas para ver se a gente busca um diálogo e busca um bom acordo”, disse.
Para o coordenador do movimento, a proposta de reajuste no plano de saúde pode impactar principalmente os aposentados. Outro ponto é a reivindicação de ampliação do auxílio educação dos filhos dos trabalhadores, que hoje é pago até os 12 anos.
“A pedra mais importante, a melhor mais importante que é o plano de saúde, é o aumento abusivo, 36% não existe, é abusivo, porque eles querem, na verdade, expulsar os aposentados do plano”, afirmou José Paixão.
“Ainda tem uma pendência do nosso auxílio à educação para os filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras, que estamos reivindicando mais um ano. Hoje estamos em 12 anos, estamos pedindo para 13 anos, e disseram que não vão dar, que isso não tem impacto nenhum financeiramente na vida da empresa, mas é uma questão de perversidade, ela está se mantendo desse jeito”, completou José Paixão.
Por Kaylan Anibal /
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