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“Meu direito termina onde começa o do próximo”, diz major da PM sobre som alto e perturbação do sossego

 

Major Lílian afirma que não existe horário para barulho incomodar e orienta população sobre regras e apreensão de equipamentos sonoros.
Foto: Reprodução

A major PM Lílian, comandante de uma Companhia Independente da Polícia Militar da Bahia, explicou que não existe horário específico para o som causar incômodo e que, ao incomodar alguém, o volume deve ser reduzido, independentemente do momento do dia. A declaração foi dada durante o programa Fala Ramon Brito, em uma rádio.

Segundo a major, o direito de uma pessoa termina quando começa o direito do outro. Ou seja, o cidadão pode ouvir música e utilizar equipamento sonoro, desde que não incomode ou desrespeite vizinhos.

“A gente tem que entender que o direito, o meu direito termina onde começa o do próximo. Então não existe isso de perturbação e sossego, barulho só é barulho, só incomoda a partir das 22, antes de 22 eu tenho direito. Não, é fato, isso é mentira. Perturbação e sossego em qualquer horário, incomodou, você vai ter que baixar o seu som, vai ter que reduzir o volume do som.”, afirmou a major.

O tema veio à tona após moradores de Muniz Ferreira procurarem o Blog do Valente nesta semana para reclamar de som alto nas ruas da cidade e de músicas com letras de baixo calão. Segundo um morador, “a população de Muniz Ferreira está cansada com a falta de respeito, som alto e músicas com letras desrespeitosas”.

Diante das reclamações, o Blog do Valente destacou o posicionamento da Polícia Militar sobre a situação. A major ressaltou que a Operação Paredão é uma política de segurança pública da Polícia Militar da Bahia, com determinação para conduzir o equipamento sonoro até a delegacia. Ela também orientou que os donos evitem o uso por causa do valor da multa.

“É uma política da Polícia Militar da Bahia, então em todos os cantos da Polícia Militar da Bahia hoje está ocorrendo a Operação Paredão, com determinação de conduza o som para a delegacia. Não havendo condições de fazer a condução do veículo para a delegacia ou do paredão, do equipamento sonoro, a gente faz o pelotão para fazer no primeiro dia útil, assim que necessário. Então vamos evitar, gente, a multa é caríssima.”, disse.

Ainda durante a entrevista, a major explicou que, quando a guarnição é acionada para reduzir o som, é porque há incômodo. Caso o equipamento seja apreendido, a liberação depende de decisão judicial.

“A liberação tem que ser judicial, então não vai ser a major que vai liberar, não vai ser o tenente lá, isso vai ser o juiz que vai liberar, o juiz é que vai liberar. Então vamos atentar, vamos evitar esse desgaste, tá? Teve ali a guarnição, deu a oportunidade de reduzir, seu som reduz, porque se voltar vai ser apreendido.”, concluiu.

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