Carne crua, alimentos gordurosos e ácidos estão entre os itens que podem favorecer contaminação ou migração químicaImagem ilustrativa: reprodução
Guardar corretamente os alimentos é uma das formas mais eficazes de aumentar a durabilidade, evitar desperdícios e reduzir riscos à saúde. Apesar da praticidade dos recipientes de plástico no dia a dia, especialistas em segurança alimentar alertam que nem todos os alimentos devem ser armazenados nesse tipo de embalagem.
De acordo com especialistas ouvidos pelo site Martha Stewart, em determinadas situações o plástico pode favorecer a contaminação por bactérias ou a migração de substâncias químicas para os alimentos. Confira cinco tipos de alimentos que não devem ser guardados em recipientes plásticos.
Carne crua
Recipientes de plástico costumam apresentar arranhões e fissuras ao longo do uso, locais onde bactérias presentes na carne crua podem se acumular e se proliferar. Para reduzir o risco de contaminação, a recomendação é armazenar esse tipo de alimento em recipientes de vidro, que são mais fáceis de higienizar.
Alimentos ricos em gordura
Comidas com alto teor de gordura não são indicadas para armazenamento em plástico, já que muitos aditivos presentes nesse material são lipofílicos — ou seja, se dissolvem com mais facilidade em gordura do que em água. Isso aumenta o risco de migração química para os alimentos. Estão nessa lista azeite, manteiga, queijos, carnes, aves, peixes, nozes, pastas de oleaginosas, frituras, molhos cremosos e sobras de refeições.
Alimentos ácidos
Assim como os alimentos gordurosos, os ácidos também facilitam a liberação de substâncias químicas quando armazenados em plástico. Pratos à base de tomate, frutas cítricas, molhos para salada e alimentos fermentados, como iogurte e kimchi, devem ser guardados preferencialmente em recipientes de vidro.
Ração para animais de estimação
Armazenar ração por longos períodos em recipientes de plástico pode aumentar o risco de contaminação e de exposição a substâncias tóxicas. Especialistas recomendam o uso de embalagens de vidro ou aço inoxidável, que preservam melhor a qualidade do alimento.
Sobras que serão reaquecidas
Para aquecer alimentos no micro-ondas, é fundamental utilizar recipientes adequados. Embalagens plásticas descartáveis, como as fornecidas por alguns restaurantes, podem derreter ou liberar substâncias nocivas quando aquecidas, representando riscos à saúde.
A orientação dos especialistas é priorizar recipientes de vidro, cerâmica ou aço inoxidável, especialmente para alimentos sensíveis, garantindo mais segurança no armazenamento e no consumo diário.
Por Alinne Souza /
0 Comentários