Um helicóptero do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) sobrevoou a orla de Salvador durante uma simulação de resgate a vítima de afogamento, realizada na praia do Corsário, na capital baiana. A atividade integrou a Operação Verão 2025/2026 e demonstrou a atuação conjunta de aeronaves, drones e equipes em solo para agilizar o atendimento em situações de risco no litoral.
A simulação ocorreu nesta quinta-feira (8) e evidenciou como o uso de tecnologia e recursos aéreos contribui para a redução do tempo de resposta em ocorrências no mar. De acordo com o capitão Maurício Vieira, do CBMBA, a aeronave utilizada apresenta grande versatilidade no salvamento aquático.
“Trata-se de uma aeronave versátil, com grande potencial para reduzir o tempo de resposta. No caso de um salvamento aquático, realizamos o sobrevoo e, ao localizar a vítima, ela pode ser retirada imediatamente do meio líquido”, explicou.
Ainda segundo o capitão, as ações de resgate são realizadas de forma integrada com equipes que atuam em terra ou em embarcações, o que amplia a eficiência das operações. Essa integração é considerada estratégica, sobretudo em áreas de difícil acesso ou com grande fluxo de banhistas.
Para reforçar o atendimento durante a Operação Verão, o Corpo de Bombeiros recebeu novos equipamentos, incluindo 30 barcos, 37 reboques, 37 motores de popa, 303 roupas de salvamento e 2 mil conjuntos impermeáveis. No Grupamento Aéreo, 22 bombeiros atuam diretamente em ações de resgate, com apoio de helicóptero e monitoramento por drones ao longo da faixa litorânea.
Quem acompanhou a simulação de perto destacou a sensação de segurança. A professora de geografia Ivanete Peixoto, de 62 anos, estava na praia com o marido e o neto e comentou a experiência. “A primeira sensação é de proteção. Trouxemos meu neto de cinco anos e pude mostrar a ele a rapidez com que o resgate foi realizado. Isso transmite confiança para quem frequenta a praia”, afirmou.
Já o aposentado Juvenal, ex-salva-vidas, chamou atenção para a importância da prevenção.
“É preciso cautela, principalmente em praias com mar aberto. Muitas pessoas sabem nadar, mas não conseguem retornar por causa das correntes de retorno, que são uma das principais causas de afogamento”, alertou.
Nesta edição da Operação Verão, o Governo do Estado destinou R$ 9,2 milhões para as ações de segurança e reforçou o efetivo com mais de 11 mil profissionais, que atuam em regime de serviço extraordinário até abril, com cobertura em 111 municípios baianos, incluindo Salvador e outras cidades do litoral e do interior.Por Fernanda Mamona /
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