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Aluguéis sobem acima da inflação em quase todo o Brasil em 2025; entenda os motivos

 

Alta foi registrada em 21 das 22 capitais pesquisadas e é puxada por juros altos e mudança no perfil de moradia.

Os preços dos aluguéis subiram acima da inflação em quase todo o Brasil em 2025, pressionando o orçamento de quem depende do mercado de locação. O aumento foi registrado em 21 das 22 capitais pesquisadas e superou o IPCA, índice oficial de inflação, segundo dados do FipeZap.

No Rio de Janeiro, a gerente predial Gabriela Lauria divide um apartamento com três amigos na Tijuca, Zona Norte da cidade. A decisão de morar em conjunto foi motivada principalmente pelo valor do aluguel.

“Foi uma decisão basicamente financeira. Para estar em um lugar com uma boa localização, com serviços próximos que atendesse as minhas necessidades, foi com certeza a melhor decisão”, conta Gabriela Lauria, gerente predial.

Com os preços elevados, morar sozinha deixou de ser uma opção. Segundo o diretor de uma imobiliária, a alta nos valores tem levado muitas pessoas a rever planos e até mudar de bairro.

“Com certeza as pessoas têm se assustado com os valores e acabam inclusive buscando outros bairros, que não eram aqueles que elas moravam antes”, afirma Victor Tulli, diretor de imobiliária.

De acordo com o índice FipeZap, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir de anúncios na internet, os novos contratos de aluguel tiveram queda de preços entre 2015 e 2017. Entre 2018 e 2021, os reajustes foram mais moderados.

A partir de 2022, no entanto, os preços passaram a subir com mais força. Em 2025, a valorização média foi de 9,44%, mais que o dobro do IPCA e acima da variação dos imóveis à venda.

Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, foi a única capital onde os aluguéis apresentaram queda no período analisado.

Especialistas apontam que os juros elevados ajudaram a pressionar o mercado de locação, já que muitas famílias adiaram a compra da casa própria. Além disso, mudanças no comportamento das novas gerações também influenciam o cenário.

“A gente também vê uma tendência das novas gerações de quererem ter uma mobilidade maior, para trabalhar em diferentes locais, poder viajar. Isso acaba também impactando essa decisão entre aluguel e compra de imóveis”, diz De Oliveira, pesquisador da Fipe.

Comprar um imóvel ainda não faz parte dos planos de Gabriela. A ideia de morar perto da praia existe, mas ficou para o futuro.

“Não é barato, eu realmente gosto muito de ambiente de praia, mas não foi viável”, diz Gabriela Lauria, gerente predial.

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Fonte: Jornal Nacional

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