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SAJ: reunião entre permissionários e gestão discute melhorias e cobrança do Estação da Moda

 

Imagem: reprodução

Permissionários do galpão Estação da Moda, o setor de confecções da Feira Livre de Santo Antônio de Jesus, participaram, na manhã desta terça-feira (10), de uma reunião com representantes da prefeitura, vereadores e dirigentes da SUFEL (Superintendência da Feira Livre). O encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e teve como pauta central reclamações sobre estrutura, queda nas vendas e o aumento da taxa (DAN), que deve subir de cerca de R$ 11 para R$ 150 mensais.

A permissionária Ana, que já havia se pronunciado na sessão da Câmara na noite anterior, avaliou que quase nada avançou. “A única proposta que foi selecionada, que a gente acha que foi resolvida, só foi do Instagram, para ser criado no Estação da Moda. Mas, fora a relação ao DAN, ele disse que o valor está equivalente à despesa que a gente tinha, que ele não sabe nem a despesa que a gente tinha anteriormente.”

Segundo ela, a gestão teria afirmado que o valor pretendido inicialmente era ainda maior: “Ele disse que o valor que a prefeitura iria cobrar era a partir de 500 reais. Então ele deduziu, pela despesa que a gente tem, cobrar só 150 reais.”

Sobre questões estruturais , como rampas íngremes, baixa visibilidade das lojas, infiltrações e divisão do espaço, Ana foi direta:
“Nada resolvido, nada resolvido, nada resolvido.”

O secretário de Governo, Marcelo Barreto, afirmou que a reunião faz parte do processo de escuta contínua promovido pela SOFEL e defendeu o trabalho da gestão no galpão. Ele rebateu a palavra “abandono”, usada por permissionários:
“A gente pegou uma feira onde o setor de confecção não tinha nenhum tipo de estrutura. Era desumano o que eles tinham. Não foi fácil tirar o maior sonho do prefeito Genival do papel.”

Sobre problemas estruturais, ele disse que o espaço tem apenas seis meses de funcionamento e ainda passa por ajustes. Barreto também justificou o novo valor do DAN, afirmando que havia despesas mais altas no antigo formato da feira:
“Um permissionário gastava R$ 20 por dia com carregador, três vezes por semana. Isso dava R$ 240 por mês, mais R$ 40 do depósito. R$ 280. Com mais R$ 12 da taxa, R$ 292. O custo operacional seria mais de R$ 290. O prefeito colocou a metade: R$ 150.”

O secretário também destacou medidas de divulgação, incluindo a criação de um perfil oficial da Estação da Moda e ações com influenciadores digitais.

O vereador Sinho Lemos, líder do governo, avaliou o encontro como produtivo:
“É gente cuidando de gente. Saímos daqui com diversas demandas a serem resolvidas, algumas já com datas prévias. É a gestão andando de mãos dadas com a população.” Ele disse ainda que a feira vive um processo de modernização: “Hoje a gente praticamente tem um shopping de alta qualidade. A Feira de Santo Antônio de Jesus é referência. Mas o comércio mudou, o e-commerce mudou o comportamento. A gente tem que buscar estratégias para aquecer de novo.

Vereador Uerdan critica falta de planejamento na obra

Presente à reunião, o vereador Uberdan Cardoso voltou a afirmar que o problema do galpão é estrutural e fruto de falta de planejamento.
“Nós temos um problema sério. Uma obra de milhões de reais sem entender pertencimento, sem entender o sentimento das pessoas.”

O parlamentar destacou que permissionários do segundo piso enfrentam queda acentuada nas vendas: “Roupa é vitrine. Roupa você precisa ver. Então se joga as pessoas lá dentro e não se constrói uma estratégia de marketing, elas vão falir. O que está acontecendo é isso.”

Ele também disse que alertou para o risco de a reunião não apresentar avanços substanciais:

“Eu já alertava para isso, porque eu achei que não se faz medidas de grande porte com medidas verticalizadas, de cima para baixo. Tem que vir de baixo para cima, tem que ouvir quem mais precisa”, disse.

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