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Alan Sanches anuncia obstrução de novos pedidos de empréstimo do governo Jerônimo na Alba

 

Vice-líder da oposição afirma que bancada vai usar recursos regimentais para retardar votações de financiamentos solicitados pelo Executivo.
Foto: Divulgação / ALBA

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) anunciou que a bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) vai obstruir a tramitação de novos pedidos de empréstimo enviados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração foi feita nesta segunda-feira (1º) em entrevista à repórter Gabriela Encinas, do site Taktá.

Segundo o deputado, três solicitações foram encaminhadas somente neste mês, totalizando cerca de R$ 3 bilhões, sendo um pedido de R$ 2 bilhões, outro de R$ 300 milhões e mais um de R$ 650 milhões.

Alan Sanches afirmou que a oposição não dispõe de votos suficientes para barrar os projetos, mas utilizará os instrumentos previstos no regimento da Casa para ampliar o debate e chamar a atenção da população.

“Nós não temos números para impedir, mas temos números para alertar. Se o governo conseguir 32 votos, aprova. Se não, estaremos aqui pedindo quórum e fazendo a obstrução necessária”, afirmou.

O deputado criticou o aumento do endividamento estadual. Ele disse que o governo já apresentou 22 pedidos de empréstimos, somando R$ 26 bilhões, dos quais R$ 11 bilhões teriam sido liberados. Para o parlamentar, a falta de clareza sobre a aplicação dos recursos motiva a iniciativa de obstrução.

“A população não enxerga onde esse dinheiro está sendo usado”, disse.

Sanches também citou cobranças feitas por vereadores de diferentes municípios, que, segundo ele, têm pressionado o governador devido a promessas não cumpridas desde 2023, como obras de estradas, implantação de UTIs e serviços oncológicos.

“Prometer e não fazer é ruim para qualquer homem público, ainda mais para um governador”, afirmou.

O deputado alertou ainda para os impactos futuros da dívida estadual. De acordo com ele, o governo admite não possuir recursos para investir e, mesmo assim, busca novos financiamentos sem detalhar como pretende efetuar os pagamentos.

“Ele está empurrando a conta para frente. Quem vai pagar somos nós. Vão quebrar o Estado e deixar o problema para o próximo governo”, declarou.

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