Mototaxista Paulo Luiz afirma que o neto Levi foi surpreendido por homens encapuzados em carro; jovem havia acabado de tirar carteira de motorista.

O mototaxista Paulo Luiz, que tem ponto na região do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), fez um apelo emocionado após a morte do neto, Levi, de 22 anos, assassinado na noite desta quarta-feira (19) no bairro do Andaiá. O crime ocorreu no Largo, em frente à igreja e próximo à Farmácia São José, onde o jovem estava sentado em um banco quando foi surpreendido pelos atiradores.
Segundo o avô, um carro preto se aproximou com homens encapuzados que dispararam 12 tiros contra o rapaz. Levi chegou a ser socorrido por moradores, que o levaram ao Hospital Regional, mas não resistiu.
“Mataram meu filho… meu neto. Chegou um carro preto, com o pessoal encapuzado, atirando. Deram 12 tiros no meu menino. Trouxeram ele pra cá mesmo, o povo socorreu, mas chegou aqui e morreu,” disse Paulo em entrevista à Rádio Andaiá.
O jovem havia acabado de conquistar a carteira de motorista definitiva — tirada no dia 17 — e fazia planos com a família para trabalhar como motorista profissional, seguindo os passos do pai, de outros parentes e do próprio avô.
“Levi era um menino bom. Tinha acabado de pegar a carteira profissional. Eu e a mãe dele parcelamos tudo, ajeitamos pra ele tirar a carteira. Depois eu ia arrumar um caminhãozinho pra ele trabalhar. Era um motorista bom. Eu fazia tantos planos… e fizeram outros,” lamentou.
O crime foi presenciado pelo irmão mais novo de Levi, de 16 anos, que passava pelo local no momento da execução.
O corpo de Levi foi liberado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) por volta das 10h de quinta-feira (20). O sepultamento ocorreu no mesmo dia, às 14h.
“Foi muita gente. Um pastor fez oração. A mãe dele, Janaína, passou mal no necrotério. Eu também estou muito ruim, mas ela sofre mais. A tia dele, Anny, os parentes, todo mundo está desesperado,” relatou o avô.
Paulo Luiz lembrou que já foi vítima da criminalidade anos atrás, quando teve a moto roubada e quase perdeu a vida.
“Eu entreguei a moto sem reagir. Depois a DAE me ajudou e recuperamos. Mas agora não tem jeito… a vida do meu neto não volta,” disse.
O avô fez um apelo às autoridades para que o crime não fique sem resposta.
“Eu quero justiça. Que procurem quem foi que tirou a vida do meu neto. Preciso dar uma satisfação à mãe dele. Foi uma execução. Não deixem isso virar um caso comum.”
A Polícia Civil deve investigar a autoria e motivação do homicídio.Por Kaylan Anibal /
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