Fiscalizações em Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Cachoeira e Amargosa revelaram problemas estruturais, de abastecimento e de inclusão

A Semana de Ação Simultânea do Programa Saúde + Educação: Transformando o Novo Milênio, promovida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em parceria com a UNCME-BA, trouxe à tona uma série de falhas em escolas e unidades de saúde no Recôncavo Baiano. A mobilização ocorreu entre os dias 18 e 22 de agosto e contou com a participação de promotores de Justiça, servidores e conselheiros municipais de Educação.
Nas cidades de Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Cachoeira e Amargosa, além de outras regiões do estado, foram constatados problemas que comprometem diretamente a qualidade do ensino e o atendimento na saúde pública.
Educação: falta de acessibilidade e infraestrutura precária
No campo educacional, o MP-BA identificou situações críticas: 86% das escolas não possuem piso tátil para alunos com deficiência visual, 73% não oferecem tecnologia assistiva como braille, Libras ou softwares específicos, e 47% não têm rotas de saída de emergência acessíveis.
Também chamou atenção a carência de infraestrutura: apenas 28% das unidades contam com biblioteca, somente 9% têm sala de informática com internet em funcionamento e 32% das salas de aula não possuem ventiladores suficientes.
Saúde: desabastecimento e déficit de profissionais
Na área da saúde, as fiscalizações em Santo Antônio de Jesus, Cachoeira, Cruz das Almas e Amargosa encontraram falta de insumos básicos, como vacinas, curativos, gaze e sabonete, além de infraestrutura deficiente em algumas unidades, com laboratórios apresentando mofo e ausência de prontuário eletrônico.
Outro ponto crítico foi o desabastecimento de medicamentos da atenção primária, especialmente em Santo Antônio de Jesus, e o déficit de enfermeiros e farmacêuticos, com divergências entre os registros oficiais e as equipes em atividade.
Para o MP-BA, a ação reforça a necessidade de atuação conjunta entre instituições públicas e sociedade civil no enfrentamento das deficiências que ainda persistem na educação e na saúde no Recôncavo e em todo o estado.Por Ana Almeida /
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