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Projeto propõe CNH sem autoescola e especialista alerta para riscos na formação de motoristas

 

Fim da obrigatoriedade de aulas práticas pode reduzir custos, mas gerar desorganização e afetar segurança no trânsito, afirma advogado.

O Ministério dos Transportes apresentou um projeto que prevê redução de custos e flexibilização das exigências para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entre as mudanças propostas está o fim da obrigatoriedade de carga horária mínima para aulas práticas, permitindo que candidatos realizem o exame de direção sem passar por uma autoescola.

A medida divide opiniões e tem gerado debate entre especialistas. Ao portal Altos Papos, o advogado Denilson Carneiro, especialista em trânsito e presidente da Comissão de Trânsito da OAB de Feira de Santana, avaliou que a mudança pode trazer impactos negativos. “Eu não vejo com bons olhos e não vejo como contribuir de forma positiva para a formação do cidadão. A ideia é baratear ou desorganizar? Talvez o principal caminho de discussão seja justamente avaliar se acabar com a autoescola não vai desorganizar ainda mais um sistema que já não é tão organizado como deveria”, afirmou.

Para Carneiro, a possível extinção das autoescolas pode desorganizar o processo de formação de condutores, colocando em risco a segurança no trânsito. Ele defende que a discussão sobre o tema deve considerar não apenas o custo, mas também a qualidade do ensino e a preparação dos motoristas.

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