O Hospital Israelita Albert Einstein informou que o apresentador de TV Fausto Silva, o Faustão, passou por um transplante de rim na última segunda-feira (26).Ele já havia passado por um transplante de coração em 2023 por ter insuficiência cardíaca.
Atualmente, há 38.908 brasileiros aguardando por um transplante de rim. Assim como Faustão, a maioria dos pacientes que esperam pelo órgão são do sexo masculino (24.721) e possuem mais de 50 anos (14.242).
O estado de São Paulo lidera a lista de pacientes que aguardam por um transplante de órgão, com 20.494 pessoas na espera, seguido de Minas Gerais (3.730), Paraná (2.405), Bahia (2.136) e Rio de Janeiro (2.001). Os dados do painel do Ministério da Saúde foram atualizados nesta terça-feira (27).O apresentador teve que passar pelo transplante renal pouco mais de seis meses após o procedimento no coração. Os danos ao órgão renal são comuns em pacientes transplantados, segundo Diego Gaia, chefe da Cardiologia do Hospital Santa Catarina (Unidade Paulista).
“Nessa situação, o próprio corpo vai priorizar a irrigação dos órgãos mais nobres como o cérebro. O afluxo de sangue para o rim fica comprometido e, consequentemente, sua função. Isso é bastante comum e conhecido como síndrome cardiorrenal”, afirma.
A lista de espera de transplante de órgãos do ministério é única e coordenada pelo SNT (Sistema Nacional de Transplantes). Os estados enviam os dados para a CNT (Central Nacional de Transplantes), que organiza os pacientes conforme prioridade –que é dada por uma série de critérios técnicos, e não são influenciados pelo status econômico ou fama da pessoa.
São incluídos na lista tanto pacientes da rede pública quanto privada, e a inscrição na fila é realizada por um médico com autorização vigente, concedida pelo SNT.
Alguns dos fatores levados em consideração para a definição de prioridade No caso de pacientes renais, são: a impossibilidade total de acesso para diálise (filtração de sangue), a idade do paciente e a compatibilidade com um doador.
O SNT reforça que o processo funciona de acordo com as regras (com base em critérios técnicos) e que nenhum paciente pode ser privilegiado. (BN)
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